Por Paulo Rubem Santiago* Está nas principais manchetes dos jornais, portais e blogs na internet. Encurralado com a avalanche de delações citando as relações entre as empreiteiras e as operações de vários dos atuais ministros de Temer no governo federal há anos, com acertos em obras, licitações e compras em troca de propinas, o presidente golpista quer acelerar seu projeto de reformas para passar o recibo às elites patronais que apoiaram o impeachment e lhe tiraram da opaca vice-presidência para o comando do executivo da nação. Temer diz não se importar com medidas impopulares, pois não é candidato, segundo afirma, em 2018. Aos patrocinadores do golpe quanto mais reformas aprovadas maior a fatura, mais vão tirar dos trabalhadores a favor da recuperação de sua taxa de lucro depreciada com a crise e o PIB negativo. Onde colocaram as centenas de bilhões de reais que ganharam com desonerações tributárias, da contribuição sobre a folha de salários para o INSS e com os créditos subsidiados ofertados pelo BNDES? Por que tantos bilhões não geraram milhões de novos empregos? Onde estão as respostas? Em plena recessão apóiam a imposição de mais sacrifícios aos trabalhadores com a reforma da previdência, se calam quanto à revisão das facilidades tributárias que ganharam de presente nos governos de FHC, Lula e Dilma. Além disso, covardemente, se calam ante uma política monetária anti-produção,anti-emprego,anti-distribuição de renda, uma política cujas decisões são divorciadas da democracia, embaladas por dogmas travestidos de neutralidade, objetividade, cientificidade. É assim o circuito fechado da definição das taxas de juros contra a inflação, é assim a rotina que paga bilhões aos bancos, através da SELIC, para retirar de circulação diária uma massa de moeda que, no abandono de outras opções não onerosas de controle da base monetária, prevalece há anos, como Haagen-Dazs(1) dos bancos, segundo afirmou o Procurador da Fazenda Nacional Aldemário Araujo Castro, em artigo em que analisa as operações compromissadas(2). Em seu artigo ele destaca, referindo-se a outra publicação, de Maria Claro do Prado (3) o salto dessas operações: Dados oficiais do BC mostram que as operações compromissadas – da ordem de R$ 528 bilhões – representaram 20,3% do saldo da dívida pública interna de R$ 2, 598 trilhões em dezembro de 2013. Pularam para R$ 809 bilhões ou 26,4% do saldo da dívida pública interna de R$ 3, 063 trilhões no final do ano passado e alcançaram R$ 898,8 bilhões em fevereiro último, com peso de 28,23% do saldo da dívida pública. Pois bem, a aliança que congrega um patronato covarde, partidos e liderança políticas golpistas e a ditadura da economia financeira, que suga nossas riquezas e nada produz, agora quer impor o retrocesso em termos dos direitos de proteção social e do trabalho em nosso país. A resposta da sociedade será dada de forma unitária com a Greve Geral de 28 de abril próximo, para seguirmos avançando no desmonte dos privilégios dados aos mecanismos financeiros de concentração de riqueza e de apropriação fiscal através de generosas desonerações tributárias sem contrapartidas para o trabalho e a proteção social no país. *Paulo Rubem Santiago é Professor da UFPE e Mestrando em Educação (UFPE). Já ocupou os cargos de vereador do Recife, deputado estadual, federal, a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). Referências (1)Haagen-Dazs é um sorvete sofisticado produzido, de marca norte-americana (2)http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/operacoes-compromissadas-o-haagen-dazs-dos-bancos/ (3)http://www.cincomunicacao.com.br/operacoes-compromissadas-x-divida-publica/

Paulo Rubem Santiago (Foto:Reprodução)
Por Paulo Rubem Santiago*
Está nas principais manchetes dos jornais, portais e blogs na internet. Encurralado com a avalanche de delações citando as relações entre as empreiteiras e as operações de vários dos atuais ministros de Temer no governo federal há anos, com acertos em obras, licitações e compras em troca de propinas, o presidente golpista quer acelerar seu projeto de reformas para passar o recibo às elites patronais que apoiaram o impeachment e lhe tiraram da opaca vice-presidência para o comando do executivo da nação. Temer diz não se importar com medidas impopulares, pois não é candidato, segundo afirma, em 2018. Aos patrocinadores do golpe quanto mais reformas aprovadas maior a fatura, mais vão tirar dos trabalhadores a favor da recuperação de sua taxa de lucro depreciada com a crise e o PIB negativo. Onde colocaram as centenas de bilhões de reais que ganharam com desonerações tributárias, da contribuição sobre a folha de salários para o INSS e com os créditos subsidiados ofertados pelo BNDES? Por que tantos bilhões não geraram milhões de novos empregos? Onde estão as respostas?
Em plena recessão apóiam a imposição de mais sacrifícios aos trabalhadores com a reforma da previdência, se calam quanto à revisão das facilidades tributárias que ganharam de presente nos governos de FHC, Lula e Dilma. Além disso, covardemente, se calam ante uma política monetária anti-produção,anti-emprego,anti-distribuição de renda, uma política cujas decisões são divorciadas da democracia, embaladas por dogmas travestidos de neutralidade, objetividade, cientificidade. É assim o circuito fechado da definição das taxas de juros contra a inflação, é assim a rotina que paga bilhões aos bancos, através da SELIC, para retirar de circulação diária uma massa de moeda que, no abandono de outras opções não onerosas de controle da base monetária, prevalece há anos, como Haagen-Dazs(1) dos bancos, segundo afirmou o Procurador da Fazenda Nacional Aldemário Araujo Castro, em artigo em que analisa as operações compromissadas(2). Em seu artigo ele destaca, referindo-se a outra publicação, de Maria Claro do Prado (3) o salto dessas operações: Dados oficiais do BC mostram que as operações compromissadas – da ordem de R$ 528 bilhões – representaram 20,3% do saldo da dívida pública interna de R$ 2, 598 trilhões em dezembro de 2013. Pularam para R$ 809 bilhões ou 26,4% do saldo da dívida pública interna de R$ 3, 063 trilhões no final do ano passado e alcançaram R$ 898,8 bilhões em fevereiro último, com peso de 28,23% do saldo da dívida pública.
Pois bem, a aliança que congrega um patronato covarde, partidos e liderança políticas golpistas e a ditadura da economia financeira, que suga nossas riquezas e nada produz, agora quer impor o retrocesso em termos dos direitos de proteção social e do trabalho em nosso país. A resposta da sociedade será dada de forma unitária com a Greve Geral de 28 de abril próximo, para seguirmos avançando no desmonte dos privilégios dados aos mecanismos financeiros de concentração de riqueza e de apropriação fiscal através de generosas desonerações tributárias sem contrapartidas para o trabalho e a proteção social no país.
*Paulo Rubem Santiago é Professor da UFPE e Mestrando em Educação (UFPE). Já ocupou os cargos de vereador do Recife, deputado estadual, federal, a presidência da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
Referências
(1)Haagen-Dazs é um sorvete sofisticado produzido, de marca norte-americana
(2)http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/operacoes-compromissadas-o-haagen-dazs-dos-bancos/
(3)http://www.cincomunicacao.com.br/operacoes-compromissadas-x-divida-publica/


COMENTÁRIOS