Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the health-check domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170

Notice: A função _load_textdomain_just_in_time foi chamada incorretamente. O carregamento da tradução para o domínio magone foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170
Coluna Ponto a Ponto (27/08) – Lula, por 2018 – Blog Ponto de Vista
Deprecated: A função WP_Dependencies->add_data() foi chamada com um argumento que está obsoleto desde a versão 6.9.0! Os comentários condicionais do IE são ignorados por todos os navegadores compatíveis. in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170

Deprecated: A função WP_Dependencies->add_data() foi chamada com um argumento que está obsoleto desde a versão 6.9.0! Os comentários condicionais do IE são ignorados por todos os navegadores compatíveis. in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170

Coluna Ponto a Ponto (27/08) – Lula, por 2018

Coluna Ponto a Ponto (27/08) – Lula, por 2018

PONTO I - A caravana de Lula pelo Nordeste tem apontado para alguns significados. O primeiro e mais fundamental deles é o de que política é uma arte que se faz dialogando. E diante das atuais regras e circunstâncias históricas, (re)construindo e estabelecendo pontes com aqueles que ainda é possível fazê-lo. PONTO II - Outro significado que emerge das visitas e encontros promovidos por Lula é a necessidade de distensionar a sociedade brasileira. Em meio a polarização e radicalização Lula é o primeiro grande nome a sinalizar, de forma prática, para a necessidade de retomada do diálogo político e da construção de consensos mínimos. O que Lula diz é simples e óbvio: a radicalização à direita ou a esquerda não é boa para ninguém. Em especial para o país. É preciso reconstruir o Brasil, e isso só será possível construindo pontes e não erguendo muros. PONTO III - Lula não faz nada de novo. Lula não tem dito nada de extraordinário. Ele faz e diz o óbvio. Mas neste momento histórico fazer e dizer o óbvio não é só o que resta possível, mas é o extremamente necessário para dar um mínimo de esperança a uma sociedade despedaçada e fragilizada, como a do Brasil de hoje. PONTO IV - Outra mensagem que a caravana de Lula busca passar é a de que ainda há futuro. Com ou sem Lula na disputa eleitoral, 2018 tem que ser possível. Portanto, qualquer saída para a crise brasileira passa pelo voto popular. As aventuras golpistas travestidas por eufemismos como "parlamentarismo" e "semipresidencialimo" não podem prosperar. Assim como não pode prosperar as figuras aventureiras fantasiadas de apoliticismo e pautadas pelo discurso do ódio, da intolerância e da radicalização ainda maior, seja ele no estilo quarteleiro de Bolsonaro ou no almofadinha de Doria. PONTO V - Hoje há um consenso no Brasil: a rejeição quase que absoluta ao desgoverno não eleito de Michel Temer. O país afunda sob o seu não comando e o que resta é vendido e entregue a preço de banana. O Brasil foi posto a venda com tudo dentro, inclusive com a mão de obra que já era barata e que agora passará a semiescrava, dada as reformas do governo não eleito. PONTO VI - Aqueles que assaltaram o poder de Estado e sequestraram o Brasil apostam todas as fichas em expedientes pouco ou nada republicanos e na falta de memória da população para se perpetuarem nos seus cargos e com seus privilégios. Resta saber se já combinaram com a população. Por ora esta mostra-se resignada e apática. Mas há a sensação que algo queima como fogo de monturo. PONTO VII - Deputados federais e senadores, em especial àqueles que pleiteiam um retorno, reeleitos, a Brasília próximo ano estão caminhando sob o fio da navalha. Em especial os que estão agarrados ao governo não eleito e acreditando que as inúmeras emendas liberadas no balcão de negócios que se tornou as duas casas os salvará. Contam com a desmemoria e, sobretudo, com o poder de transferência de votos dos prefeitos em suas bases. É uma aposta arriscada. Não será fácil pedir votos para os cargos proporcionais. Haverão os prefeitos de partir para o desgaste e pedir votos aos seus eleitores, mesmo sabendo dos efeitos da crise que já bate a porta dos municípios e da população mais humilde? PONTO VIII - Apostar na falta de memória da população é ainda mais arriscado. Está gravado como uma cicatriz profunda na lembrança da população brasileira os dois momentos mais vergonhosos da história recente da República: a votação do impeachment e, mais recente ainda, a votação pelo prosseguimento ou não da denúncia contra Temer. A população haverá de cobrar esta fatura, e me parece que a conta será alta. PONTO IX - Provocou arrepios nos ingênuos, de lado a lado, a visita de Lula aos herdeiros políticos de Eduardo. Não se assustem se PT e PSB virem a singrar os mares da camapanha eleitoral de 2018 juntos, em Pernambuco. Esta é uma ponte que, na visão de Lula, precisa ser reconstruída caso qualquer candidatura de  centro esquerda queira ser viável e vencedora nas eleições presidenciais de 2018. Se houver 2018!!! PONTO X - Para o PSB de Pernambuco colar a imagem de Paulo Câmara a Lula não seria má ideia. Principalmente diante do desgaste e da falta de carisma que goza o governo do estado e o governador, respectivamente. Todos sabem que Lula é, desde algum tempo, o maior cabo eleitoral de Pernambuco. Haveria apenas uma equação a resolver em meio a tudo isso, e ela tem nome e sobrenome: Marília Arraes. Wagner Geminiano - Doutorando em História pelo PPGH-UFPE.

Lula Pernambuco

Crédito: Roberto Stuckert Filho

PONTO I – A caravana de Lula pelo Nordeste tem apontado para alguns significados. O primeiro e mais fundamental deles é o de que política é uma arte que se faz dialogando. E diante das atuais regras e circunstâncias históricas, (re)construindo e estabelecendo pontes com aqueles que ainda é possível fazê-lo.

PONTO II – Outro significado que emerge das visitas e encontros promovidos por Lula é a necessidade de distensionar a sociedade brasileira. Em meio a polarização e radicalização Lula é o primeiro grande nome a sinalizar, de forma prática, para a necessidade de retomada do diálogo político e da construção de consensos mínimos. O que Lula diz é simples e óbvio: a radicalização à direita ou a esquerda não é boa para ninguém. Em especial para o país. É preciso reconstruir o Brasil, e isso só será possível construindo pontes e não erguendo muros.

PONTO III – Lula não faz nada de novo. Lula não tem dito nada de extraordinário. Ele faz e diz o óbvio. Mas neste momento histórico fazer e dizer o óbvio não é só o que resta possível, mas é o extremamente necessário para dar um mínimo de esperança a uma sociedade despedaçada e fragilizada, como a do Brasil de hoje.

PONTO IV – Outra mensagem que a caravana de Lula busca passar é a de que ainda há futuro. Com ou sem Lula na disputa eleitoral, 2018 tem que ser possível. Portanto, qualquer saída para a crise brasileira passa pelo voto popular. As aventuras golpistas travestidas por eufemismos como “parlamentarismo” e “semipresidencialimo” não podem prosperar. Assim como não pode prosperar as figuras aventureiras fantasiadas de apoliticismo e pautadas pelo discurso do ódio, da intolerância e da radicalização ainda maior, seja ele no estilo quarteleiro de Bolsonaro ou no almofadinha de Doria.

PONTO V – Hoje há um consenso no Brasil: a rejeição quase que absoluta ao desgoverno não eleito de Michel Temer. O país afunda sob o seu não comando e o que resta é vendido e entregue a preço de banana. O Brasil foi posto a venda com tudo dentro, inclusive com a mão de obra que já era barata e que agora passará a semiescrava, dada as reformas do governo não eleito.

PONTO VI – Aqueles que assaltaram o poder de Estado e sequestraram o Brasil apostam todas as fichas em expedientes pouco ou nada republicanos e na falta de memória da população para se perpetuarem nos seus cargos e com seus privilégios. Resta saber se já combinaram com a população. Por ora esta mostra-se resignada e apática. Mas há a sensação que algo queima como fogo de monturo.

PONTO VII – Deputados federais e senadores, em especial àqueles que pleiteiam um retorno, reeleitos, a Brasília próximo ano estão caminhando sob o fio da navalha. Em especial os que estão agarrados ao governo não eleito e acreditando que as inúmeras emendas liberadas no balcão de negócios que se tornou as duas casas os salvará. Contam com a desmemoria e, sobretudo, com o poder de transferência de votos dos prefeitos em suas bases. É uma aposta arriscada. Não será fácil pedir votos para os cargos proporcionais. Haverão os prefeitos de partir para o desgaste e pedir votos aos seus eleitores, mesmo sabendo dos efeitos da crise que já bate a porta dos municípios e da população mais humilde?

PONTO VIII – Apostar na falta de memória da população é ainda mais arriscado. Está gravado como uma cicatriz profunda na lembrança da população brasileira os dois momentos mais vergonhosos da história recente da República: a votação do impeachment e, mais recente ainda, a votação pelo prosseguimento ou não da denúncia contra Temer. A população haverá de cobrar esta fatura, e me parece que a conta será alta.

Lula Renata Campos Paulo CâmaraPONTO IX – Provocou arrepios nos ingênuos, de lado a lado, a visita de Lula aos herdeiros políticos de Eduardo. Não se assustem se PT e PSB virem a singrar os mares da camapanha eleitoral de 2018 juntos, em Pernambuco. Esta é uma ponte que, na visão de Lula, precisa ser reconstruída caso qualquer candidatura de  centro esquerda queira ser viável e vencedora nas eleições presidenciais de 2018. Se houver 2018!!!

PONTO X – Para o PSB de Pernambuco colar a imagem de Paulo Câmara a Lula não seria má ideia. Principalmente diante do desgaste e da falta de carisma que goza o governo do estado e o governador, respectivamente. Todos sabem que Lula é, desde algum tempo, o maior cabo eleitoral de Pernambuco. Haveria apenas uma equação a resolver em meio a tudo isso, e ela tem nome e sobrenome: Marília Arraes.

Wagner Geminiano – Doutorando em História pelo PPGH-UFPE.

COMENTÁRIOS