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JUNTAS vão ao Engenho Roncadorzinho fazer escuta com moradores sobre o assassinato do menino Jonathas – Blog Ponto de Vista
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JUNTAS vão ao Engenho Roncadorzinho fazer escuta com moradores sobre o assassinato do menino Jonathas

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Na próxima sexta-feira (18), as codeputadas Juntas (PSOL-PE), presidentas da Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular da Alepe, estarão no Engenho Roncadorzinho, em Barreiros, ao lado das Comissões de Direitos Humanos do Senado e do Congresso Nacional para fazer um dia de escuta com os moradores do local, onde aconteceu o assassinato do menino Jonathas Oliveira, filho do agricultor Geovane Silva, no dia 10.

A partir dessa ida a Barreiros, será produzido um relatório, em parceria com o deputado Doriel Barros, que é presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural da Assembleia Legislativa. Ambos participaram, na terça-feira (15), de uma reunião, na Secretaria de Defesa Social, com o secretário de Defesa Social, Humberto Freire e o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, delegado Nehemias Falcão, para discutir o caso e as violências enfrentadas pelas famílias agricultoras. As codeputadas destacam que é urgente uma investigação isenta, imparcial e rápida.

Em 2020, as Juntas fizeram uma Audiência Pública sobre conflitos fundiários na Mata Sul, no qual os encaminhamentos já haviam sido levados ao Governo de Pernambuco. Ou seja, o Estado já estava ciente dos conflitos, que vão além do Engenho Roncadorzinho, como é o caso de Batateiras e Fervedouro, na cidade de Jaqueira. As famílias agricultoras e assentados vêm denunciando há anos, inclusive na Comissão de Direitos Humanos, as intimidações e ameaças sofridas.

As codeputadas Juntas ressaltam que essas pessoas vivem há anos em áreas da Mata Sul de Pernambuco, produzindo alimentos saudáveis para a população, inclusive em período de pandemia, sendo muitas vezes responsáveis por abastecer o mercado local, com bastante dificuldade, além de fazer cumprir o papel social da propriedade rural.

Outro ponto importante apontado pelas parlamentares é que muitas dessas famílias são credoras de antigas usinas. Considerar as comunidades estabelecidas como “invasoras” busca tirar a credibilidade do movimento, que luta pelo fim das desigualdades e pela distribuição de terra. As ocupações dos agricultores e assentados é uma ferramenta legítima em defesa da reforma agrária, pela democratização do acesso à terra, a favor do desenvolvimento sustentável e por políticas públicas que valorizem o trabalho local, proporcionando condições de vida digna no campo.

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