Notice: Function _load_textdomain_just_in_time was called incorrectly. Translation loading for the health-check domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170

Notice: A função _load_textdomain_just_in_time foi chamada incorretamente. O carregamento da tradução para o domínio magone foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170
Juventude, seu processo ao longo do tempo e de que forma evoluiu as Políticas Públicas para este grupo – Por Camila Barbosa – Blog Ponto de Vista
Deprecated: A função WP_Dependencies->add_data() foi chamada com um argumento que está obsoleto desde a versão 6.9.0! Os comentários condicionais do IE são ignorados por todos os navegadores compatíveis. in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170

Deprecated: A função WP_Dependencies->add_data() foi chamada com um argumento que está obsoleto desde a versão 6.9.0! Os comentários condicionais do IE são ignorados por todos os navegadores compatíveis. in /home/u249530162/domains/blogpontodevista.com/public_html/old_blogpontodevista/wp-includes/functions.php on line 6170

Juventude, seu processo ao longo do tempo e de que forma evoluiu as Políticas Públicas para este grupo – Por Camila Barbosa

Juventude, seu processo ao longo do tempo e de que forma evoluiu as Políticas Públicas para este grupo – Por Camila Barbosa

A música “Geração Coca-cola” escrita e cantada por Renato Russo em 1984, previa mudanças na sociedade, dita em sua última estrofe: “Não é assim que tem que ser, vamos fazer nosso dever de casa e aí então vocês vão ver, suas crianças derrubando reis, fazer comedi com suas leis”; seria a geração Z(contemporânea), agente principal dessa mudança ?! Qual era a visão que o governo tinha sobre a Juventude em 1984 ? E qual a que tem hoje? O que é política para os jovens? Os jovens estão cada vez mais participativos no meio político? Houve evolução nas Políticas Públicas para a Juventude ao decorrer do tempo? Antes de tudo, podemos analisar as várias concepções que o governo e sociedade tinham sobre esse público, que integram questões de estudos, e foram engrandecendo durante a história. Esses estudos contam com a Psicologia, Sociologia, Democracia e Direito, para tratar e formar conceitos sobre o que é Juventude. Em 1984, a sociedade e o governo acreditavam na apatia do jovem socializado com cultura de consumismo, resultado do sistema capitalista servidos de enlatados, como exemplo a Coca-cola, onde mostra ironicamente Renato Russo em sua canção. Na verdade, a juventude não era compreendida como um segmento específico pelas atuações governamentais, só a partir da década de 1990, que suas questões ganham nitidez. Em Julho de 1990 houve a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que introduziu uma nova perceptibilidade sobre as crianças e adolescentes brasileiros, que passaram a ter prioridade absoluta no que concerne aos seus direitos como cidadãos. O ECA promove uma ampliação da gestão para a participação na sociedade civil, através dos Conselhos de Direitos e Conselhos Tutelares. Além da busca por articulação e integração entre os setores e as políticas. Essas questões foram expandindo ao longo do tempo, de acordo com que as visões conceituais de Juventude eram formadas e como a sociedade evoluía, assim os jovens começaram a ser vistos como alvo de políticas sociais. Hoje a percepção da juventude em termos é levada de diferentes maneiras: fase de transição, como problema, como solução e como sujeitos de direitos. Existem atualmente 51,3 milhões de brasileiros jovens, aponta o Censo IBGE, esse numeroso grupo se encontra em uma fase da vida com uma coleção de características próprias e que devem ser consideradas. Condições como educação, trabalho, cultura, ciência e tecnologia, comportamento, esportes, lazer, participação política, saúde, violência, sexualidade, drogas e religiosidade, devem ser assimilados, a partir de uma perspectiva juvenil e transformadas em políticas públicas específicas garantindo assim direitos para a juventude. No presente, é de grande valia que qualquer projeto que propõe o desenvolvimento econômico e social no nosso país, deve ter a juventude como um campo estratégico, pela grande contribuição que esse segmento pode dar para o presente e também para futuro. Principalmente no atual exercício social em que o conhecimento e as novas tecnologias vêm crescendo em importância. Isto é, muito mais que distinguir o jovem como um problema, é compreendê-lo como resposta. Hoje o Brasil carrega um título péssimo para um país em desenvolvimento, é a quarta nação mais corrupta do mundo, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. E é sobre esse título, que alguns jovens se dizem não compactuar com política, ter certo repúdio pelo tema e até tratá-lo como sinônimo de corrupção e impunidade. Por outro lado, grande parte da juventude brasileira teve presença marcante nos grandes acontecimentos políticos do país. Esta afirmação pode ser provada pelas grandes manifestações e protestos que ocorreram no país nos últimos anos, que percorreu toda mídia nacional e internacional onde grande parte eram jovens. E ainda falando em números, referenciais estatísticos extraídos da pesquisa nacional de opinião pública divulgada pelo Projeto Juventude, onde a pesquisa chegou as seguintes conclusões: 85% dos jovens acham a política importante, 59% acham que o melhor para os problemas do Brasil é a participação popular nas decisões. A geração Z é moderna e toda equipada, com tecnologias na ponta dos dedos. A internet é o meio de comunicação que ajuda a definir parte de pensamentos críticos sobre vários temas, ela promove grandes mudanças sociais e essa geração têm sido o principal agente de mudança, isto é, da sua capacidade de influenciar pessoas por meio de suas ações na web. Assim de fato pode-se acima afirmar que a música de Renato Russo, Geração Coca-Cola cantada em 1984, é a geração contemporânea, onde as "crianças" hoje têm poder de "derrubar reis". Então, tracejar um balanço das políticas públicas destinadas aos jovens, torna-se particularmente oportuno atualmente, o período do governo do presidente Lula (2003-2010), principalmente, um período em que foi notória a preocupação que o Governo Federal tinha por esse tema. Segundo levantamento do próprio governo, existem mais de 30 ações específicas e 143 não específicas voltadas à juventude. Dentre elas o Programa Segundo Tempo, Primeiro Emprego e Nossa Primeira Terra. Sem falar na proposta de reserva de vagas nas Universidades Federais para estudantes oriundos da escola pública, o Ciência Sem Fronteiras que leva estudantes do ensino médio e superior para realizar intercâmbio em outros países e o programa Soldado Cidadão, que amplia o contingente de recrutas nas forças armadas. O ProJovem que teve um novo patamar, o programa foi proposto em caráter emergencial para atender aos jovens que necessitam chegar ao nível médio e também em caráter experimental, por ter como base novos paradigmas e por propor um currículo integrado que articula três grandes áreas, formação geral, qualificação profissional e ação comunitária, assim tendo como assegurar a manutenção do jovem na escola. Assim, a Política Nacional de Juventude no governo Lula foi um fato inédito para o país, pois desenvolveu-se muito além de uma simples adição de programas. Portanto, a medida que a sociedade evolui e ocorrem mudanças de governos, deve ser tomadas ações que integrem precisamente esse público para que orientações que possam contribuir para o nascimento de novas percepções em torno dos direitos de juventude. Entretanto, toda política pública tem atuação limitada atualmente, pois elas se tornam incapazes para solucionar quesitos históricos presente no capitalismo, e que de certa forma promovem a exclusão social dos jovens brasileiros, porém sabemos que as medidas necessárias podem desestruturar e afetar a sociedade brasileira.   Camila Barbosa Estudante de Medicina Veterinária pela UFRPE

whatsapp-image-2016-11-03-at-11-09-08
A música “Geração Coca-cola” escrita e cantada por Renato Russo em 1984, previa mudanças na sociedade, dita em sua última estrofe: “Não é assim que tem que ser, vamos fazer nosso dever de casa e aí então vocês vão ver, suas crianças derrubando reis, fazer comedi com suas leis”; seria a geração Z(contemporânea), agente principal dessa mudança ?!

Qual era a visão que o governo tinha sobre a Juventude em 1984 ? E qual a que tem hoje? O que é política para os jovens? Os jovens estão cada vez mais participativos no meio político? Houve evolução nas Políticas Públicas para a Juventude ao decorrer do tempo?

Antes de tudo, podemos analisar as várias concepções que o governo e sociedade tinham sobre esse público, que integram questões de estudos, e foram engrandecendo durante a história. Esses estudos contam com a Psicologia, Sociologia, Democracia e Direito, para tratar e formar conceitos sobre o que é Juventude.

Em 1984, a sociedade e o governo acreditavam na apatia do jovem socializado com cultura de consumismo, resultado do sistema capitalista servidos de enlatados, como exemplo a Coca-cola, onde mostra ironicamente Renato Russo em sua canção.

Na verdade, a juventude não era compreendida como um segmento específico pelas atuações governamentais, só a partir da década de 1990, que suas questões ganham nitidez. Em Julho de 1990 houve a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que introduziu uma nova perceptibilidade sobre as crianças e adolescentes brasileiros, que passaram a ter prioridade absoluta no que concerne aos seus direitos como cidadãos. O ECA promove uma ampliação da gestão para a participação na sociedade civil, através dos Conselhos de Direitos e Conselhos Tutelares. Além da busca por articulação e integração entre os setores e as políticas.

Essas questões foram expandindo ao longo do tempo, de acordo com que as visões conceituais de Juventude eram formadas e como a sociedade evoluía, assim os jovens começaram a ser vistos como alvo de políticas sociais.

Hoje a percepção da juventude em termos é levada de diferentes maneiras: fase de transição, como problema, como solução e como sujeitos de direitos.

Existem atualmente 51,3 milhões de brasileiros jovens, aponta o Censo IBGE, esse numeroso grupo se encontra em uma fase da vida com uma coleção de características próprias e que devem ser consideradas.

Condições como educação, trabalho, cultura, ciência e tecnologia, comportamento, esportes, lazer, participação política, saúde, violência, sexualidade, drogas e religiosidade, devem ser assimilados, a partir de uma perspectiva juvenil e transformadas em políticas públicas específicas garantindo assim direitos para a juventude.

No presente, é de grande valia que qualquer projeto que propõe o desenvolvimento econômico e social no nosso país, deve ter a juventude como um campo estratégico, pela grande contribuição que esse segmento pode dar para o presente e também para futuro. Principalmente no atual exercício social em que o conhecimento e as novas tecnologias vêm crescendo em importância. Isto é, muito mais que distinguir o jovem como um problema, é compreendê-lo como resposta.

Hoje o Brasil carrega um título péssimo para um país em desenvolvimento, é a quarta nação mais corrupta do mundo, segundo o índice de corrupção do Fórum Econômico Mundial. E é sobre esse título, que alguns jovens se dizem não compactuar com política, ter certo repúdio pelo tema e até tratá-lo como sinônimo de corrupção e impunidade. Por outro lado, grande parte da juventude brasileira teve presença marcante nos grandes acontecimentos políticos do país. Esta afirmação pode ser provada pelas grandes manifestações e protestos que ocorreram no país nos últimos anos, que percorreu toda mídia nacional e internacional onde grande parte eram jovens. E ainda falando em números, referenciais estatísticos extraídos da pesquisa nacional de opinião pública divulgada pelo Projeto Juventude, onde a pesquisa chegou as seguintes conclusões: 85% dos jovens acham a política importante, 59% acham que o melhor para os problemas do Brasil é a participação popular nas decisões.

A geração Z é moderna e toda equipada, com tecnologias na ponta dos dedos. A internet é o meio de comunicação que ajuda a definir parte de pensamentos críticos sobre vários temas, ela promove grandes mudanças sociais e essa geração têm sido o principal agente de mudança, isto é, da sua capacidade de influenciar pessoas por meio de suas ações na web. Assim de fato pode-se acima afirmar que a música de Renato Russo, Geração Coca-Cola cantada em 1984, é a geração contemporânea, onde as “crianças” hoje têm poder de “derrubar reis”.

Então, tracejar um balanço das políticas públicas destinadas aos jovens, torna-se particularmente oportuno atualmente, o período do governo do presidente Lula (2003-2010), principalmente, um período em que foi notória a preocupação que o Governo Federal tinha por esse tema. Segundo levantamento do próprio governo, existem mais de 30 ações específicas e 143 não específicas voltadas à juventude. Dentre elas o Programa Segundo Tempo, Primeiro Emprego e Nossa Primeira Terra. Sem falar na proposta de reserva de vagas nas Universidades Federais para estudantes oriundos da escola pública, o Ciência Sem Fronteiras que leva estudantes do ensino médio e superior para realizar intercâmbio em outros países e o programa Soldado Cidadão, que amplia o contingente de recrutas nas forças armadas.

O ProJovem que teve um novo patamar, o programa foi proposto em caráter emergencial para atender aos jovens que necessitam chegar ao nível médio e também em caráter experimental, por ter como base novos paradigmas e por propor um currículo integrado que articula três grandes áreas, formação geral, qualificação profissional e ação comunitária, assim tendo como assegurar a manutenção do jovem na escola.

Assim, a Política Nacional de Juventude no governo Lula foi um fato inédito para o país, pois desenvolveu-se muito além de uma simples adição de programas.

Portanto, a medida que a sociedade evolui e ocorrem mudanças de governos, deve ser tomadas ações que integrem precisamente esse público para que orientações que possam contribuir para o nascimento de novas percepções em torno dos direitos de juventude.

Entretanto, toda política pública tem atuação limitada atualmente, pois elas se tornam incapazes para solucionar quesitos históricos presente no capitalismo, e que de certa forma promovem a exclusão social dos jovens brasileiros, porém sabemos que as medidas necessárias podem desestruturar e afetar a sociedade brasileira.

 

Camila Barbosa

Estudante de Medicina Veterinária pela UFRPE

COMENTÁRIOS