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Danilo Cabral busca criar Frente em defesa da Chesf
Diante da decisão do governo federal de privatizar a Eletrobras e suas subsidiárias, como a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, o deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) está coletando assinaturas para a criação de uma Frente Parlamentar em defesa da Chesf. Segundo o socialista, é preciso discutir a venda do sistema amplamente com a sociedade, e não apressadamente. A ideia do Ministério das Minas e Energia é que o processo de privatização seja concluído até o primeiro semestre de 2018.
“A condução da política energética do País deve ser do poder público e não da iniciativa privada. É uma questão de soberania nacional. A Chesf tem 70 anos de história. É um patrimônio dos nordestinos e um instrumento fundamental para o desenvolvimento regional”, afirma Danilo Cabral.
Para a criação da Frente, são necessárias 187 assinaturas de parlamentares. Atualmente, no Congresso Nacional existe a Frente Parlamentar em Defesa do Sistema Elétrico Brasileiro, coordenada pela deputada Érika Kokay (PT-DF). Lançada em 2016, tem como objetivos fortalecer o sistema elétrico público, discutir um novo modelo para o setor e defender os interesses da classe trabalhadora.
A Chesf é uma concessionária de serviço público de energia elétrica de capital aberto e economia mista. Foi criada em 1945 e seu parque detém 13 usinas hidrelétricas, a maior parte dela ao longo do Rio São Francisco, e uma termelétrica. A companhia integra o sistema Eletrobras, criado há 55 anos, que controla 13 subsidiárias, 178 empresas e 233 usinas. [...]

Jorge Côrte Real destina recursos para a saúde em Maraial
O deputado federal Jorge Côrte Real (PTB) se reuniu, na última sexta-feira (18), com o prefeito de Maraial, Marquinhos Moura (PTB), secretários da prefeitura e vereadores da cidade, e comunicou o empenho de uma emenda no valor de 200 mil reais destinada à saúde. O encontro ocorreu na prefeitura da cidade e foi promovido pelo prefeito, que teve o intuito de agradecer ao parlamentar por disponibilizar o recurso para a cidade, que agraciará as unidades de saúde com compra de novos equipamentos.
Durante a reunião, o deputado também ouviu algumas reclamações sobre o abandono de Maraial por parte do governo estadual. Segundo a secretária de educação, Sandra Cristina de Almeida, a região sofre com um grande déficit de instituições de ensino e que mesmo com o fim da construção da escola municipal Fabio Correa, localizado no Engenho São Salvador, a mais de um quilômetro de distância do centro, os alunos não poderiam ser realocados pois o acesso ao local é completamente inacessível.
"Como o governo constrói uma escola e não se viabiliza o acesso? Fiquei sensibilizado com a situação da escola, que inclusive já está em fase final de construção, mas do jeito que está o acesso, não poderá ser inaugurada. O governo do Estado precisa se pronunciar sobre essa questão", criticou Côrte Real.
Durante a manhã, o deputado ainda participou de uma entrevista na rádio Maraial FM, junto com o prefeito Marquinhos, onde comentou sobre a política nacional e estadual. Ele aproveitou para reforçar sua posição contrária à criação do novo fundo eleitoral de 3,6 bilhões, proposto pela comissão da Reforma Política. [...]

Radar Mata Norte – Situação de Paulo Câmara na região exigirá mais articulação política
Com baixa aprovação popular e enfrentando uma das maiores crises já existentes em nosso país, o governador Paulo câmara (PSB), além de não estar conseguindo repetir o sucesso administrativo que seu padrinho político Eduardo Campos teve a frente do comando do Estado, também não tem tido o mesmo desempenho na esfera política.
Na Zona da Mata Norte podemos citar alguns exemplos da ausência de uma articulação política mais agressiva, como foi em 2014 para elegê-lo governador. Em alguns municípios da região já há uma clara movimentação política por parte de alguns pré-candidatos a deputados estaduais em oposição ao Palácio em cidades como Carpina, Goiana e Paudalho.
Em Carpina, embora o governador conte com o apoio do prefeito Manoel Botafogo (PDT), o mesmo não irá patrocinar nem um membro da família para disputar uma vaga na Alepe. Preferindo apoiar o deputado estadual Vinícius Labanca (PSB) e Fernando Monteiro (PP) para federal. Enquanto isso, a oposição carpinense, composta por diversas forças políticas, a exemplo do ex-prefeito Joaquim Lapa possível candidato a deputado estadual para fazer palanque para Armando Monteiro, se fortaleceu muito nas últimas eleições.
Especula-se também nos bastidores políticos de Carpina a possiblidade de Joaquim Lapa desistir da disputa para apoiar o empresário e vereador Diogo Prado (PC do B) que hoje possui lideranças expressivas ao seu redor. Vale lembrar que Diogo é outro forte opositor ao prefeito Botafogo.
Outro nome que vem se destacando no município é o do delegado e também vereador Antônio Resende (PP), que vem exercendo o seu mandato de forma muito transparente e presente, com uma posição de independência. Dr. Resende também é pré-candidato a deputado estadual e engrossa a lista dos opositores a Manuel Botafogo.
Por sua vez, a ex-deputa Ana Carla Lapa, que atualmente está como secretária em Jaboatão dos Guararapes, também planeja voltar a Assembleia Legislativa, para isto sairá candidata no projeto dos Ferreiras, fazendo uma dobradinha com André Ferreira (PSC) para Federal. Sendo, portanto, uma aliada de uma força política não submissa ao Palácio.
Em Goiana, a situação para o governador também não é das melhores, tudo porque embora conte com um prefeito filiado ao PMDB, partido da base governista, há sério risco do Palácio não contar empenho ou mesmo o apoio do prefeito licenciado Osvaldinho, tudo porque há informações de que o gestor anda bastante insatisfeito com o tratamento do Estado à sua gestão. É importante também lembrar que no município ainda existem outras forças políticas a exemplo de Pauluca Moura (PSD), Beto Gadelha (PPS) e Carlos Viegas Júnior (PSB). O primeiro, por ser ligadíssimo ao deputado federal André de Paula deverá seguir a orientação do partido, podendo inclusive ser candidato a deputado estadual, o segundo também pode encarar uma disputa para a ALEPE, porém por apresentar um perfil muito independente é uma incógnita quanto a quem deverá apoiar em 2018, já o vereador Carlos Viegas, embora filiado a legenda do governador não tem demonstrado animação para ser candidato a deputado estadual, o que garantiria um importante palanque para o PSB no município.
Em Paudalho, o prefeito Marcelo Gouveia, matreiro na política, mantêm um pé na oposição por meio do deputado federal Ricardo Teobaldo (Podemos) e outro na situação através do estadual Joaquim Lyra (PSD). O gestor paudalhense inclusive trabalha com a possibilidade de lançar Gustavo Gouveia, seu irmão e atual secretário de Obras do Município, para uma disputa para a Assembleia Legislativa, o que sem dúvida fortalecerá o palanque que escolher apoiar em 2018.
Já o ex-prefeito Pereira, que também tem o seu nome cogitado para disputar uma vaga na ALEPE, não tem demonstrado muito entusiasmo. O que se comenta é que isto talvez seja resultado da falta de estratégia do palácio em incentivar candidaturas proporcionais na região visando fortalecer o projeto de reeleição de Paulo Câmara.
Em Timbaúba, um dos municípios polo da região, o deputado federal Marinaldo Rosendo (PSB), que enfrentará sérias dificuldades para se reeleger, está mais próximo do palanque das oposições em Pernambuco, sendo ligado ao senador Fernando Bezerra Coelho, que embora seja do PSB tem demonstrado distanciamento do Palácio em suas falas em entrevistas nas rádios da região.
O contraponto para o Palácio em Timbaúba fica sob a responsabilidade do prefeito Ulisses Felinto (PSDB) que vem realizando uma gestão exitosa e bem avaliada pelos timbaubenses o que deverá resultar em votações expressivas para os candidatos que apoiará em 2018. Além garantir um palanque para o governador, Ulisses votará para deputado estadual em Antônio Moraes (PSDB) e para Federal com Milton coelho (PSB), secretário de administração do estado.
Considerando estes cenários, embora muitas águas ainda irão rolar daqui para as convenções, é perceptível a fragilidade política do governo Paulo Câmara diante da formação de palanques competitivos para sua reeleição.
A falta de um líder como Eduardo, que nas últimas eleições conseguiu unificar vários palanques em quase todas as regiões do Estado, como também de um alguém mais habilidoso na seara política, tem não só dificultado, mas pondo em risco a formação de palanques governista sólidos nos municípios. Com bom trânsito na região, tenho me deparado com diversos prefeitos e lideranças insatisfeitas quanto ao tratamento dispensado pelo Palácio, problemas que exigirão de Antônio Figueira (secretário da Casa Civil), principal responsável pela a articulação política, um empenho ainda maior para atenuar os descontentamentos e fortalecer o palanque governista na Mata Norte.
Embora o governador conte com o apoio da maioria dos prefeitos da região, muitos esperam impacientes por mais ajuda do Governo para a viabilização de seus projetos e promessas de campanhas.
Política é a arte ouvir, e dialogar permanentemente. Como definiu bem o ex-presidente Lula, "Política é olho no olho".
Por Drailton Costa - Articulador político e colunista semanal do Blog Ponto de Vista [...]

Pernambuco 2018, entre desejos e oportunidades – Por Clovis Miyachi
Após a ampla divulgação de que o empresário Paulo Sales, das Baterias Moura poderia disputar o Governo do Estado sob a égide de que seria o João Dória pernambucano, o cientista político e professor da Universidade de Pernambuco, Clovis Miyachi enviou para o Blog Ponto de Vista um artigo em que faz uma análise sobre as eleições de 2018,
O desejo primário do “homem político” é ser candidato, e para tanto formulamos a existência de indivíduos que “são candidatos – mas até podem não ser” e aqueles que “não são candidatos – mas até podem ser”, pois essas ações são resultante final de transpor obstáculos filtradores quer sejam eles impostos ou determinados por circunstâncias jurídicas, políticas, econômicas, sociais e pessoais, que se colocam entre o desejo e a oportunidade – pelo que o indivíduo quer fazer (ser candidato) e pelo que pode fazer (ser indicado).
Jon Elster, autor do livro (Peças e engrenagens das ciências sociais), considera que, para explicar a ação de ser candidato, devemos considerar o resultado de duas operações filtradoras. O primeiro filtro constituído de todas as “coerções” jurídicas, políticas, econômicas, sociais e por que não pessoais, constituindo assim o conjunto de oportunidades disponibilizadas pelo mercado eleitoral e do voto para realização do desejo do indivíduo. O segundo filtro determina quais ações do conjunto de oportunidades escolhidas serão de fato executadas (construídas) pelo candidato.
De acordo com o cenário exposto acima, existem indivíduos que “ são candidatos – mas até podem não ser” e aqueles que “não são candidatos – mas até podem ser”, pois filtros existem entre o desejo e a oportunidade, as a escolha acertada dentro do conjunto de oportunidades executadas (despontar na pesquisa, ampliar o leque de aliança, torna-se próximo dos mandatários políticos, trocar de partido, entre outras transações – Douglas North, Economia dos custos de transação – ETC), permite que o indivíduo se torne um ativo de alta especificidade (Oliver Willlianson – asset specifict).
Isto é, a perda por não ser candidato – “ não foi autorizado a ser candidato ou não desejou”, causará um custo muito alto para uma coligação política/partidária ou para si, pois detentor de uma porção significativa do patrimônio político, faz com que dividendos eleitorais presentes e futuros passe imediatamente à condição de prejuízos político eleitoral. Esta condição de ativo de alta especificidade permite ao indivíduo manter-se no jogo e barganhar o seu desejo ou parte dele, pondendo passar de um continuum de “sou candidato para até pode não ser candidato”, fazendo parte da chapa majoritária, ocupante de cargo executivo no futuro governo, partindo para disputa legislativa futura, etc.
Ao contrário daqueles que “são candidatos – mas até podem não ser”. Neste caso ocorre a situação onde por força da ampliação dos espaços federais, estaduais e municipais, dentro e fora do partido e da coligação e, sabedor da futura negativa da autorização de sua candidatura, o político mantem declarado seu desejo, até que as condições pré-definidas aconteçam, isto é, obstáculos removidos ou colocados no caso de uma data de desincompatibilização, anulando o desejo de outro candidato.
Mas ao indivíduo que é “dada autorização para ser candidato”, necessitará primeiramente harmonizar os interesses (distribuição dos incentivos seletivos – bens públicos – atitudes coercitivas ao praticar entre outras modalidades para administrar o conflito criado) dos políticos preteridos, para barrar o surgimento do fenômeno denominado “fazer corpo mole”.
O conceito “ter autorização”, do autor David Easton (modalidade de análise política”, é utilizado na política para demonstrar que não basta o indivíduo ter desejo, ou criar as oportunidade, pois se não tiver autorização, a sua candidatura será abortada no início, no meio ou na convenção.
Temos vários exemplos, tais como: candidato que por aproximadamente 0,5% dos votos não provocou um segundo turno, e na eleição seguinte ao postular a candidatura não obteve autorização do mandatário do partido para sair candidato Em outro caso, um político histórico pertencente a um grupo político, julgando chagado a sua hora, pleiteia o cargo majoritário, saindo candidato por uma facção que o apoia, não obtendo autorização do restantes do grupo político e do mandatário, condutor do processo eleitoral.
Finalizando, pelo exposto acima e contextualizando o que recentemente tem sido publicitado e propagado na mídia pernambucana, em 2018 podemos contar com um João Dória pernambucano? Sim ou não? Vamos ao Debate?
Por Clovis Miyachi - Cientista político e professor da Universidade de Pernambuco [...]

Deputado Ossesio Silva na Rádio Atividade 98,5 FM em Sirinhaém (PE)
Neste sábado (19/08), o deputado Ossesio Silva (PRB), concede entrevista ao vivo no Programa Sábado Alegre, apresentado por Tiago Gomes na Rádio Atividade 98,5 FM a partir das 10 hs da manhã, no município de Sirinhaém, localizado na Mata Sul do Estado.
O deputado irá destacar sua atuação parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado.
“Será um prazer conceder entrevista, a um meio de comunicação sério. Será uma prestação de contas para a população da região” destaca Ossesio.
Biografia
Reeleito em 2014, com uma expressiva votação para o segundo mandato no legislativo estadual com 49.993 votos, Ossesio Silva é integrante de diversas comissões e bancadas na Casa Joaquim Nabuco: Assuntos Internacionais, onde é o Presidente; Ética Parlamentar, vice-líder; Cidadania e Direitos Humanos; Educação e Cultura; Esporte e Lazer; Saúde e Assistência Social; Bancada da Oposição; Bancada Evangélica, vice-líder; líder da Bancada do PRB na Alepe e coordenador da Frente Parlamentar de Combate ao Extermínio da Juventude Negra em Pernambuco.
Nas eleições de 2010, obteve 30.632 votos. Ficou na 5ª suplência da coligação, mas foi convocado pela Casa Joaquim Nabuco para assumir a vaga de deputado estadual no dia 03 de maio de 2011.
No exercício de seu primeiro mandato, Ossesio priorizou as áreas de educação, infraestrutura, saúde e direitos humanos, participando da aprovação de projetos nas comissões de Administração Pública, Cidadania e Direitos Humanos, Assuntos Internacionais e Redação Final. Também fez parte da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Família. Foi autor de 14 projetos de lei e 324 indicações de programas de governo para vários municípios carentes do Estado.
Em 2009, recebeu o título de Cidadão Recifense. Posteriormente, foi homenageado pela cidade do Paulista, também recebendo um título de Cidadão local. Sua ligação com a política no estado, teve início após sua filiação com o Partido Republicano Brasileiro (PRB), do qual é vice-presidente estadual. [...]

Jorge Côrte Real se posiciona contrário ao novo Fundo Eleitoral
O Deputado Federal Jorge Côrte Real (PTB-PE) decidiu se posicionar, nesta quinta-feira (17), contra a destinação de 3,6 bilhões de reais de dinheiro público para a criação de um novo Fundo Eleitoral.
O recurso seria uma solução à proibição pela justiça do financiamento empresarial e já passaria a valer nas próximas eleições. Atualmente o financiamento de campanhas só pode ser feito através de transferência de pessoa física, com valor restrito a 5 mil reais, quantia considerada insuficiente por muitos políticos.
De acordo com o projeto, será criado o Fundo Especial de Financiamento da Democracia, com recursos públicos previstos no Orçamento.
Se o projeto for aprovado, o valor desse fundo ficará em 0,5% da Receita Corrente Líquida do governo em um ano, o que corresponderá, na próxima eleição a cerca de R$ 3,6 bilhões.
"Sou contra a criação do novo fundo eleitoral. O País já enfrenta uma grande crise econômica, inclusive com o governo aumentando a taxação de combustível e agora com o aumento da meta fiscal. O financiamento público pode ser sim o caminho a se seguir, mas a Comissão Especial da Reforma Política tem que rever esses números e encontrar uma forma de não onerar a população com mais esse gasto", comentou Côrte Real. [...]

Lula – Plenária da militância vai organizar ato para receber ex-presidente no Recife
A agenda de Lula em Pernambuco está sendo preparada pela coordenação do PT estadual e da Frente Brasil Popular. Com previsão de permanência no Estado entre os dias 24 e 26 de agosto, já está confirmado o ato "Pela Democracia, pelos Direitos e por Lula". O ato será realizado no Pátio da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em Recife, na sexta-feira, 25/08, às 16h.
O objetivo do ato será a defesa da Democracia, protestar contra o presidente ilegítimo Temer, combater as reformas que retiram os direitos dos trabalhadores, defender as diretas já e a Constituinte. A manifestação também será em solidariedade e em defesa do ex-presidente Lula, denunciando que eleição sem Lula é uma fraude.
Nesta sexta-feira, 18/08, às 17h, no Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações de Pernambuco Sinttel - Sinttel - (Rua Afonso Pena, 333, Boa Vista), acontece uma reunião com a militância dos movimentos sociais para organizar e intensificar as mobilizações para o ato. "Lula é muito querido pelo povo pernambucano, que reconhece a prioridade que os seus governos asseguraram para as pessoas e regiões mais pobres. Temos certeza que, quando souberem da vinda dele ao nosso Estado, as pessoas vão querer comparecer e externar o carinho e a confiança que sentem por ele", afirmou Bruno Ribeiro, presidente do PT estadual, ao comentar a expectativa de grande mobilização.
“Lula para nós, trabalhadores, representa a retomada do desenvolvimento, a retomada do emprego. A retomada das nossas conquistas. Por isso, defender Lula é defender a democracia , defender nossos direitos e a esperança do povo brasileiro. Deram um golpe nesse País e precisam interditar a principal liderança capaz de retomar a democracia. Não vamos aceitar que um juiz partidário, que se ele não fosse partidário teria prendido de esposa de Cunha e investigado o PSDB, tente condenar Lula sem provas”, afirmou Carlos Veras, presidente da CUT PE, entidade que compõe a Frente Brasil Popular, no estado.
A direção do PT de Pernambuco, suas lideranças parlamentares e os dirigentes dos movimentos sindicais e sociais estão finalizando e definindo as demais atividades da caravana Lula pelo Brasil, em Pernambuco. A intenção dos petistas pernambucanos é realizar manifestações de apoio e defesa do ex-presidente durante toda a sua permanência no Estado. [...]

Coluna Ponto a Ponto (09/07) – As saídas para o país não podem esperar só por 2018.
Coluna Ponto a Ponto - História e Política
PONTO I - Mais uma semana que se encerra, mas que, infelizmente, não encerra o nosso calvário como sociedade e nação. O fosso só se aprofunda mais a cada dia. Discute-se de um tudo, até salvar Temer. Ao preço de bilhões em emendas parlamentares. Mas poucos, dos que estão em Brasília hoje, parecem estar interessados em pensar saídas para o Brasil. A avacalhação da política, como bem disse Bob Fernandes esta semana, está nos desfazendo enquanto nação. Saímos de um arremedo de Estado Democrático de Direito e vamos rumando, sem freios, na direção do facciosismo democrático. O Estado e a nação estão fraturados. Quem juntará seus cacos? Há interesse para isso? São perguntas que precisam de respostas urgentes. E não dá para aguardar por 2018.
PONTO II - 2018 não resolverá nossos problemas. Assim como não resolverá e muito menos cortará as raízes que nos atam ao atraso e aos vícios de nosso passado. Não é uma simples eleição que porá fim, por exemplo, ao patrimonialismo que toma de assalto e esfarela qualquer possibilidade de um Estado a serviço dos interesses públicos, coletivos.
PONTO III - Certamente a construção de saídas deve passar por eleições gerais, o mais rápido possível. Devolver a soberania do voto popular é urgente. No entanto, ele não pode ficar restrito apenas a uma troca de presidente mediante uma luta por Diretas Já. Se não se modificar o Congresso e o Senado que temos, símbolos maiores de nosso facciosismo democrático e do patrimonialismo, continuaremos apenas trocando nomes e mudando para não mudar.
PONTO IV - Pernambuco é um exemplo clássico disso. A "terra dos altos coqueiros" desde que foi feudalizada pelo "Imperador Eduardo", que comandava do Palácio do Campo das Princesas os interesses dos príncipes locais, com prebendas e indicações, hoje se vê assaltada pelo patrimonialismo e pelo facciosismo democrático. Os príncipes e suas dinastias locais se rebelam contra o Palácio. O Palácio tenta acenar para além muros, mas falta-lhes Eduardo para segurar a deserção dos Arraes. A perda da mística do nome Arraes é, certamente, a maior derrota política do Palácio, desde a morte de Eduardo.
PONTO V - Os príncipes se engalfinham. Sentindo o trono enfraquecido, crescem os olhos para tomarem assento nele. Coelhos, Arraes, Araújos, Gomes, Mendonças, Vasconcelos, Ferreiras, Monteiros...É o facciosismo democrático, e nem um pouco republicano, em estado puro. Sem máscaras. A "nova Roma" mais parece uma capitania hereditária, sendo disputada pelos seus "bravos guerreiros".
PONTO VI - Impera na política pernambucana, como em nenhum outro momento de sua história, o familismo, o filhotismo, o facciosismo, o elitismo, o personalismo e o patrimonialismo. Até mesmo quem se apresenta como renovação é produto destas práticas políticas. E ironia das ironias, apresentada pelo Partido dos Trabalhadores, que no estado, mais do que em qualquer outra parte do país, envelheceu, não se renovou e que agora apresenta como solução e mudança um produto daquilo que sempre combateu como sendo o atraso. Tempos difíceis.
PONTO VII - O trabalhismo, nos seus embates políticos, em Pernambuco sempre foi mais arraisista que petista. Parece que hoje estamos observando o casamento, a esquerda, destas duas correntes sob o apadrinhamento do lulismo. É isto mesmo, a esquerda também é personalista.
PONTO VIII - A avacalhação da política tem produzido tudo isto. E de forma mais assustadora e aprofundada nos dias que correm. Pois não só tem afastado os eleitores e gerado uma crise de representatividade, mas, também, impedido a renovação dos quadros e a inserção de nomes e rostos novos no mundo da política. Termino recuperando Hannah Arendt: da negação da política e de sua avacalhação nasce o fascimo. É preciso recobrarmos nossa responsabilidade coletiva diante de nosso presente. Para que ainda tenhamos futuro, para além de 2018.
PONTO IX - As saídas para o país não podem esperar só para 2018. Precisamos assumir nossa responsabilidade coletiva e começar a construí-las hoje. Sob pena de permanecermos no mesmo lugar amanhã e sempre.
Wagner Geminiano - Doutorando em História pelo PPGH-UFPE e Colunista semanal do Blog Ponto de Vista. [...]

Humberto: “O governo Temer acabou”
Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), classificou as novas denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB) como “alarmantes” e disse que o País vive hoje “a maior crise institucional dos últimos cinquenta anos”. Temer e outros parlamentares, como o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, foram gravados pelo presidente da JBS, Joesley Batista. Nas gravações, Temer aparece conversando com o empresário sobre uma mesada para que o ex-deputado Eduardo Cunha (PDMB-RJ) ficasse em silêncio, na prisão.
Para Humberto, a única saída para a crise é a realização de eleições diretas no País. “Em uma crise como esta, não podem existir meias medias. A única saída é criarmos um mecanismo jurídico para efetivamente convocarmos as eleições gerais para todos os cargos parlamentares, executivos do Brasil e com isso nós conseguirmos ter alguém legitimidade para enfrentar essa crise. O governo Temer esgotou-se, definitivamente. Não vejo nenhuma possibilidade, nenhuma condição politica, moral e até mesmo econômica de este governo continuar”, afirmou Humberto.
O líder da Oposição defendeu, ainda, o diálogo entre diversos setores da sociedade para que o País encontre uma saída legítima para a crise. “Este governo que aí está não tem mais nenhuma condição de continuar e qualquer outra ação que não seja a eleição direta pode agravar ainda mais a situação. Meias medidas representariam apenas mais golpes dentre dos golpes que já foram dados na população. Os líderes de todos os partidos precisam conversar e com ajuda de especialistas vamos encontrar uma saída legal, constitucional para termos eleições diretas. O Brasil não aguenta um presidente escolhido por este Congresso Nacional. É um consenso para todos de que esse governo acabou”, avaliou. [...]

“O pós-Temer é o que se discute em Brasília”, diz Danilo Cabral
“O sentimento em Brasília é de que o governo Michel Temer acabou”, afirmou o deputado federal Danilo Cabral (PSB). Segundo ele, neste momento, o que se discute é o pós-Temer, se a escolha do novo presidente da República se dará de forma direta ou indireta. “A base do governo está se deteriorando e a situação dele está insustentável”, acrescentou. O parlamentar disse que há uma forte expectativa de Temer renuncie ao cargo ainda hoje.
“Não há mais dúvidas de que o presidente vai sair, só resta saber se o afastamento do presidente pode ocorrer por renúncia, através do impedimento ou ainda como resultado do processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral. A partir disso, temos que ver quais serão os desdobramentos”, disse Danilo Cabral. Ele lembra que a Constituição tem suas previsões legais para o caso do afastamento do presidente. “A previsão é de que seja convocada eleição indireta, mas há um forte debate para a convocação de eleição direta, ao qual me incorporo”, destacou.
Danilo Cabral diz que o País vive uma profunda crise de legitimidade, o que poderia inviabilizar uma disputa indireta. “A devolução dessa legitimidade não se dará através da escolha de um presidente por via indireta num Congresso sob qual a sociedade tem ampla suspeição sobre ele. A devolução da legitimidade só se dará por voto direto”, frisou. O deputado ressaltou que há um Projeto de Emenda Constitucional, do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), em tramitação na Câmara que prevê a eleição direta em caso de vacância da Presidência da República.
Ainda hoje, às 17h, Danilo Cabral, ao lado de outros parlamentares, irá protocolar mais um pedido de impedimento do presidente Michel Temer na Presidência da Câmara dos Deputados.
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