Ponto de Vista de Brasília (10/09) – Ana Moser: uma saída política e suas incertezas lançadas no esporte

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Ana Moser Lula

Ana Moser em conversa com o presidente Lula (Foto: Reprodução)

Por Dennys Sousa, Cientista Político

A saída da ex-jogadora de vôlei Ana Moser do Ministério do Esporte, anunciada na quarta-feira (6), foi um movimento político que pode representar um abandono do esporte no Brasil. Moser, que foi uma das grandes apoiadoras de Lula na área do esporte durante o período eleitoral, foi destituída do cargo em meio a uma reforma ministerial que visa atrair partidos do Centrão em busca de mais governabilidade.

Em entrevista à CNN, a ex-ministra afirmou que sua saída foi uma decisão política e lamentou o abandono do esporte. “É uma pena para o esporte. É um abandono do esporte, mas faz parte da política”, disse. A saída de Moser ocorre em um momento delicado para o esporte brasileiro. O país está em preparação para os Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, e enfrenta uma série de desafios, como a falta de recursos e a corrupção.

Moser era considerada uma ministra comprometida com o esporte. Ela trabalhou para aumentar o orçamento da pasta, fortalecer as federações esportivas e promover o esporte de base. Sua saída é um golpe para o esporte brasileiro, que perde uma importante liderança. Essa manobra também pode indicar um descomprometimento do governo Lula com o desenvolvimento do esporte no país.

O que esperar do futuro do esporte no Brasil?

A saída de Ana Moser do Ministério do Esporte abre um cenário de incertezas para o futuro do esporte no Brasil. O novo ministro, André Fufuca, é um deputado federal do PP-MA, partido que faz parte do Centrão. Fufuca não tem experiência na área do esporte. Em entrevista à CNN, Fufuca afirmou que pretende manter os compromissos de Lula com o esporte. No entanto, é possível que ele seja pressionado pelos partidos do Centrão a priorizar o atendimento político.

Se isso ocorrer, o esporte brasileiro pode sofrer um retrocesso significativo. O Governo Federal pode reduzir o orçamento da pasta, desestruturar as federações esportivas e abandonar o esporte de base. Isso seria um desastre para o esporte brasileiro, que já enfrenta uma série de desafios. Um governo comprometido com o desenvolvimento do esporte é fundamental para que o país possa alcançar resultados expressivos nas próximas Olimpíadas.
A luta pela manutenção do esporte no Brasil.

A saída de Ana Moser do Ministério do Esporte é um alerta para o esporte brasileiro. É preciso que a sociedade civil se mobilize para defender o esporte no país. Os atletas, clubes, federações e organizações da sociedade civil devem pressionar o governo federal para manter os compromissos com o esporte. É preciso garantir que o esporte brasileiro continue a receber os recursos e o apoio necessários para seu desenvolvimento. O esporte é um direito fundamental de todos os brasileiros. É um instrumento de inclusão social, de formação de cidadãos e de promoção da saúde. O governo federal deve estar comprometido com o desenvolvimento do esporte no país.

E AGORA? – Em um momento delicado para o esporte brasileiro, a saída de Ana Moser do Ministério do Esporte pode representar um retrocesso para o desenvolvimento do esporte no país?

Por Dennys Sousa, Cientista Político

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