Author: Wellington Ribeiro

Aumento da violência no Litoral Sul de Pernambuco reflete incapacidade do Governo do Estado – Por Wellington Ribeiro
O aumento vertiginoso da violência em Pernambuco tem atingido índices mais que alarmantes. O crescente número de casos de homicídios, assaltos, estupros, furtos e agora a onda de explosões a caixas eletrônicos e agências bancárias, nos passa a ideia de que a os investimentos por parte do Governo no sentido de conter o avanço da criminalidade é inversamente proporcional ao crescimento da violência no Estado.
O clima de insegurança e impunidade cresce muito além do que se é reproduzido nas estatísticas em relação ao crime e isso reflete diretamente no comportamento da sociedade em geral, que além de se proteger atrás de portas e grades reforçadas, passa agora a evitar sair pelas ruas em horários que antes eram considerados seguros. Municípios do interior, lugares em que em passado recente eram referência de ambientes calmos e tranquilos, agora experimentam o sabor amargo da expansão da violência dentro de suas fronteiras.
No litoral Sul de Pernambuco, mas precisamente os municípios de Sirinhaém, Tamandaré, Rio Formoso, Barreiros e São José da Coroa Grande, o ano 2015 foi marcado por uma explosão no número de casos de homicídios. Embora o primeiro semestre de 2016 apresente uma redução na quantidade de ocorrências deste tipo de crime na região se comparado com igual período do ano passado, a população local ainda não tem muito que comemorar, pois os índices registrados ainda estão muito acima o limite aceitável pela OMS (Organização Mundial de Saúde) o que aponta o litoral Sul como zona endêmica de violência, além do mais, outras modalidades de crime cresceram de maneira alarmante nesta região, é o caso das frequentes investidas a bancos, onde em um período de apenas 3 meses quadrilhas organizadas explodiram agências bancárias dos municípios de Sirinhaém (07/07), Rio Formoso (08/09) e Barreiros (13/10), neste último a ação se mostrou a mais ousada de todas, quando cerca de 30 bandidos fortemente armados permaneceram por mais de duas horas na cidade, tempo que foi suficiente para explodirem caixas eletrônicos de duas agências bancárias e arrombarem três lojas comercias. O pior de tudo isso é saber que a apenas 60 km dali, no município de Palmares, há instalado o 10º Batalhão da PMPE, órgão responsável pelo segurança da região e que embora esteja a uma distância relativamente próxima a Barreiros, não foi visto por parte do Estado nenhum tipo de mobilização para tentar conter a ação criminosa. Isto mais que prova a inércia do Governo diante de constrangedora situação e acaba por criar uma atmosfera que incentiva a criminalidade.
Outro tipo de crime que tem aterrorizado a população é o estupro. Estudantes, donas de casa e mulheres em geral estão em pavorosa diante dos episódios cada vez mais constantes, e o pior, poucos são os casos em que o criminoso é identificado e pego pela policia, gerando assim um incômodo ainda maior por parte não só do público feminino, mas de todos.
É bom ressaltar que o que está sendo apontado aqui não é o trabalho realizado pelos agentes de segurança pública, policiais militares e civis, mas o descaso do Estado com a questão, pois não há dúvida de que os policiais estão dando o melhor de si mesmo se deparando com condições adversas de trabalho, a exemplo do baixo salário, viaturas sucateadas, efetivo inferior a real necessidade, para ficar apenas nestes casos. Isto, somado a outros problemas, acaba por criar um ambiente propício à expansão da criminalidade nos municípios da região.
Wellington Ribeiro
Bacharel em Administração
Pós-graduando em Gestão Pública e Legislativa pela UPE [...]

Planejamento e Gestão Pública – Por Wagner Geminiano
A gestão da coisa pública não pode ser feita de forma amadora. É imprescindível um bom conhecimento da área e, sobretudo, um planejamento racional e equilibrado dos recursos disponíveis de acordo com as demandas e prioridades estabelecidas. E a crise de arrecadação pela qual passa o país impõe isto de forma mais urgente ainda.
Sem um planejamento adequando que equilibre no orçamento receitas e despesas, a gestão da coisa pública tende a fracassar. Em especial diante de um cenário político e econômico bastante conturbado, no qual a coloca no horizonte a aprovação da PEC 241 que congelará, por 20 anos, as despesas primárias do Governo Federal, em especial com saúde, educação e assistência social. Isto coloca Estados e Municípios em uma encruzilhada fiscal terrível, para os próximos anos. Uma vez que são Estados e, sobretudo, os municípios os principais responsáveis pela execução das políticas públicas de saúde, educação e assistência. São eles que estão na ponta destas políticas e que sofrem mais diretamente a cobrança da população.
Imagine, portanto, o impacto da PEC 241 para os municípios que têm como principal fonte de arrecadação e receita os repasses do FPM? Como manter os níveis constitucionais de investimento em saúde e educação, por exemplo? Como realizar as metas do Plano Nacional de Educação? Tendo em vista que não se pode congelar o crescimento populacional ou reduzir drasticamente, de uma hora para outra, a tendência de envelhecimento da população.
Todas estas questões têm de ser levadas em consideração, caso os gestores municipais não queiram passar os próximos quatro anos administrando apenas folha de pagamento. Aliás, esta é outra questão fundamental a ser considerada. A racionalização dos serviços públicos ofertados pelo quadro de funcionários do município. Tanto para a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) seja cumprida, como para que a população continue tendo a sua disposição a oferta de serviços públicos de qualidade. Os gestores públicos municipais não podem mais usar a folha como mero expediente político de acomodação de aliados. O atual momento não permite ou não dar mais muita margem a este tipo de prática. É a escolha a ser feita: ou acolher aliados políticos e passar quatro anos administrando folha de pagamento ou racionalizar os gastos com pessoal e abrir margem para a oferta de serviços públicos de qualidade a população. Para mim a opção a escolher está muito clara.
Por fim, os gestores públicos municipais têm de criar canais que otimizem a arrecadação própria. A exemplo do IPTU, ISS, ITBI e, sobretudo, partir para a execução racionalizada da dívida ativa do município. Sem levar em conta estas preocupações e sem a construção de um planejamento que leve em conta metas e objetivos a serem atingidos, que seja rigoroso na cobrança de resultados e na aplicação e execução dos recursos disponíveis, toda e qualquer gestão tenderá a ser um retumbante fracasso.
As últimas eleições municipais deixaram bem claro qual o destino que teve aqueles gestores que não deram a mínima para estas questões. Não há mais espaço para amadorismo na gestão pública. Em tempos de crise é preciso planejar e cobrar resultados, tendo sempre como horizonte o bem estar da população.
Wagner Geminiano dos Santos
Doutorando em História PPGH-UFPE
Ex-secretário de Ação Social e de Juventude de São José da Coroa Grande. [...]

MEIO AMBIENTE: DIREITO E DEVER – Por Lucas Araújo
Fui convidado pelo amigo Wellington Ribeiro, do Blog Ponto de Vista, a colocar para apreciação dos leitores, algumas reflexões sobre temas relacionados ao Meio Ambiente. Desta forma, estarei a partir desta oportunidade, partilhando junto aos senhores e senhoras “um pouco do pouco” conhecimento que possuo sobre este aspecto, sempre focando na realidade do município de São José da Coroa Grande.
Quero iniciar fazendo uma breve análise introdutória sobre o tema, tendo como base nossa lei máxima, a Constituição Federal. Numa abordagem quase poética a CF inicia o Artigo 225 de forma muito interessante. Só esse pequeno trecho nos dá “pano pra manga” suficiente para tecermos aqui uma reflexão bastante profunda.
“Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”(Constituição Federal do Brasil de 1988)
Particularmente, acho esplêndida a forma como as palavras foram colocadas no texto. Embora nossa Carta Magna reserve um capítulo inteiro sobre o Meio Ambiente, só esse trecho seria suficiente para basear as demais legislações a respeito.
Antes de tudo, o artigo diz que o meio ambiente é um direito de todos. Ou seja, é um direito meu e seu, assim como de todos os outros brasileiros. Mas atenção, o texto não se refere apenas ao direito ao meio ambiente, mas completa com os adjetivos “ecologicamente equilibrado”. Isso quer dizer que nós não temos direito ao meio ambiente de qualquer forma, ou em qualquer estado. Temos direito ao meio ambiente preservado, conservado, inteiro, intacto, utilizado de forma sustentável. Isso faz toda diferença!
Sob essa perspectiva, quando alguém agride o meio ambiente e/ou comete um dano, uma infração e/ou um crime ambiental, seja qual for, não está atingindo apenas os órgãos ambientais competentes (IBAMA, CPRH, ICMBio, Secretarias de Meio Ambiente, etc.). Está atingindo a cada cidadão. Atinge a mim e a você. Pois é um direito nosso ter o meio ambiente equilibrado. Em suma, quando alguém degrada a natureza está suprimindo um direito nosso.
E, por esse mesmo motivo, o artigo 225 continua impondo em igual nível de responsabilidade a obrigação de defender e preservar o meio ambiente, tanto ao poder público quanto à coletividade. É como se o autor dissesse: já que é um direito seu ter um meio ambiente equilibrado, você também tem a obrigação de defendê-lo e preservá-lo. Se você tem um bem, uma casa por exemplo, é direito seu usufruir dessa casa. Mas para isso, para garantir o direito de usufruir, você precisa protegê-la, preservá-la, cuidar dela. Para isso você coloca portas e janelas seguras, instala grades, cerca todo terreno, alguns colocam câmeras de segurança e até cães. Além disso, sempre que necessário você pinta, conserta algo que quebrou, coloca cerâmica, compra móveis e artigos de decoração. Tudo para proteger (defender) garantindo que ninguém faça algo que prejudique o seu imóvel e para cuidar (preservar) assegurando que ele dure. Pois bem, com o meio ambiente não é diferente. Existe um conjunto de leis que protegem e regulam o uso dos recursos naturais. A única diferença é que a sua casa é só sua, mas o meio ambiente é “bem de uso comum do povo”. Não pode ser particularizado, nem ser utilizado apenas por alguns poucos afortunados. Ele é de todos! Daí por que, por exemplo, as praias devem ter acesso garantido à toda população. Em Pernambuco, por exemplo, a cada 200 metros deve ter um acesso à praia. Porque é um direito de todos! Da mesma forma ninguém pode prender um passarinho numa gaiola em casa para que cante apenas para si e só ele possa ouvir o canto da ave. Pois todos tem o direito de apreciar o canto dos pássaros e admirar a beleza de seu voo. Porque é um direito de todos!
Assim, caro leitor, o poder público, através dos órgãos competentes, deve atuar para garantir a observância da lei. E ele, o poder público, é quem tem legalmente o poder de polícia para agir a esse fim. Mas a sociedade civil, a população, no texto chamado de coletividade, também pode e deve (obrigação) participar ativamente para que tal objetivo seja alcançado. São muitos os meios e instrumentos legais para isso: através dos conselhos municipais de meio ambiente (COMDEMAS), comitês gestores, conferências, fóruns, seminários, congressos, eventos promovidos pelas entidades ambientais, por meio de denúncias e até mesmo conversando a respeito com o vizinho ou o amigo. E, acima de tudo, agindo conforme a lei.
Desde que tive a oportunidade de trabalhar na Secretaria de Meio Ambiente de São José da Coroa grande, tenho ouvido sempre muitas críticas por parte das pessoas aos órgãos ambientais competentes. Mas vejo muito pouca participação dessas mesmas pessoas na construção de uma gestão ambiental para o município. Ah se todos soubessem como fica bem mais fácil para a instituição pública e para quem trabalha nela agir a partir da pressão popular. Mas vejo que esse é um caminho a ser pacientemente construído com a população. Será preciso quebrar paradigmas culturais e derrubar conceitos enraizados historicamente no cerne da sociedade brasileira... pernambucana... coroense.
Assim, garantiremos o que diz a última parte do texto, um meio ambiente ecologicamente equilibrado para as “presentes e futuras gerações”.
Grande abraço e até a próxima oportunidade!
Sonhe verde!
Lucas Araújo
Biólogo e Professor
Especialista em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável [...]

Pel visita Federação Pernambucana de Futebol e consegue com que São José seja representado em 2017 em competições importantes no Estado
Após uma semana bastante produtiva em Brasília, momento em que garantiu recursos para executar obras importantes no município em seu futuro governo, o vereador e recém-eleito prefeito de São José da Coroa Grande, Pel Lages, desembarcou na manhã desta sexta-feira (21/10) em Recife e seguiu para a Federação Pernambucana de Futebol (FPF), onde foi recebido por Evandro Carvalho, presidente da entidade.
A visita de Pel teve por objetivo firmar uma parceria com Federação com a missão de resgatar e fortalecer a prática esportiva desta importante modalidade no município.
Durante o encontro, Evandro Avelar garantiu a presença do Coroense Futebol Clube na Copa do Interior 2017, além da participação do time no Campeonato Pernambucano sub-15 e sub-17 do próximo ano. “Nossa primeira providência será colocar o time para jogar e fazer com que ele tenha mídia e repercussão dentro do calendário do futebol brasileiro colocando ele para jogar na Copa do Interior”, disse o presidente da FPF.
Outro ponto também tratado também na Federação foi a construção do Estádio Nelson Gonçalves, quanto a isto, Pel recebeu da Entidade o apoio para ir em busca dos recursos necessários para a realização deste tão importante empreendimento para a população coroense.
Daniel Lages, Evandro Carvalho, Pel Lages, Ramon Ramos e Murilo Falcão – Imagem divulgaçãoEnquanto não for concluída a obra do Estádio, as competições serão realizadas no campo do Engenho Tentugal, em relação a isto, Pel garantiu o empenho necessário por parte da sua gestão no intuito de realizar as intervenções necessárias para receber os jogos do próximo ano.
"Estamos diante de mais uma conquista para a população coroense. Incluir o município no roteiro de importantes competições esportivas é a realização de um sonho nutrido por todos aqueles que desejam um São José melhor. Nosso compromisso não é só para que o futebol ganhe notoriedade, mas todas as práticas esportivas. Investir no esporte é mais do que contribui com a formação de cidadãos, é ter a certeza de que teremos um futuro melhor, para tanto, não mediremos esforços para garantir que eventos esportivos sejam realizados no município”, disse Pel.
Acompanharam o encontro Daniel Lages, presidente do Barreiros Futebol Clube, Ramom Ramos, ex-jogador destaque do Santa Cruz na década de 70 e Murilo Ramos, secretário geral da Federação.
Escrito por Wellington Ribeiro [...]

Enfermeira Adriana Carvalho fala sobre o Câncer de Mama e esclarece dúvidas sobre a doença
Dentre os diversos tipos de câncer que acometem a mulher, o câncer de mama tem merecido destaque devido uma alta incidência em mulheres após os 50 anos. Na estratégica Saúde da Família o enfermeiro tem papel fundamental na captação de mulheres com idade preconizadas pelo ministério da saúde (50 a 69) anos.
Através de ações educativas a enfermagem mostra o quanto é importante a prevenção, assim como a detecção precoce através da auto- palpação (auto -exame), onde mensalmente a mulher em frente ao espelho ou deitada procura examinar suas mamas.
No caso do exame de mamografia, a sua realização é necessária a cada dois anos, é o que recomenda o INCA (Instituto Nacional do Câncer). A prevenção torna- se um fator essencial para diagnosticar precocemente o câncer de mama, que sendo tratado inicialmente suas chances de cura podem chegar a 100% .
É importante que as mulheres fiquem atentas não somente a detecção, mas também sobre os fatores de risco como: * Idade, mulheres a partir de 50 anos . * Menarca precoce ( idade da primeira menstruação menor que 12 anos) . * Menopausa tardia (após os 55 anos). * primeira gravidez após 30 anos . *nuliparidade ( não ter filhos). *uso de contraceptivos em uso prolongado. *fatores genéticos / hereditários , mulheres com história de câncer de mama na família.
Adriana Magna Costa Carvalho
Enfermeira do HMB (Hospital Municipal dos Barreiros) e Especialista em Saúde Pública pela Uninter.
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Audiência debate Política Nacional de Resíduos Sólidos e aponta desafios para descarte correto de lixo
Em média, cada pernambucano produz, diariamente, 1,25 kg de lixo. Garantir que esses resíduos cheguem ao destino correto é o grande desafio ambiental dos gestores, mas também é responsabilidade de cada cidadão. Nesta quarta (19), em audiência pública conjunta com representantes da Frente Parlamentar Ambientalista do Congresso Nacional, a Comissão de Meio Ambiente da Alepe debateu a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010).
“A Política Nacional de Resíduos Sólidos completou seis anos e há dois foi encerrado o prazo para o fim dos lixões. No entanto, os objetivos não foram alcançados em sua integralidade”, destacou o presidente do colegiado estadual, deputado Zé Maurício (PP). Levantamento realizado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) indica que, dos 52 aterros sanitários necessários para atender todo o Estado, apenas 19 estão em funcionamento. Diferentemente dos lixões, esses locais contam com preparação do solo, que impede a poluição do meio ambiente, o mau cheiro e a proliferação de animais.
Gerente de Resíduos Sólidos da Secretaria de Meio Ambiente, Joana Aureliano afirmou que apenas 21 das 185 cidades pernambucanas (incluindo o Distrito Estadual de Fernando Noronha) elaboraram planos de gestão para o setor. “Hoje, apenas 56 municípios depositam seus resíduos sólidos em aterros sanitários. Os demais abastecem os 124 lixões ativos em Pernambuco”, observou. Entre as ações realizadas pelo Governo Estadual na área, ela citou o Projeto Recicla Pernambuco, que atuou em 11 municípios, resultando no fechamento de dez lixões.
Além da eliminação desses espaços, está entre as metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos para os próximos 14 anos a redução, a reutilização e a reciclagem de materiais que podem ser reaproveitados. De todo o lixo produzido no Estado, 25,7% tem potencial para a reciclagem. No caso do alumínio das latas de refrigerante e cerveja, o índice de aproveitamento chega perto de 100%. Segundo cálculos apresentados em relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a falta de gerenciamento correto dos resíduos sólidos representa desperdício anual de cerca de R$ 8 bilhões.
Representante do Movimento Nacional de Catadores, José Cardoso atua na atividade há 40 anos. Como ele, outros 20 mil trabalham no Estado. Apesar de reconhecer os avanços e conquistas alcançados com a legislação, Cardoso lamenta que as cidades ainda não tenham se adequado totalmente à política. Também denuncia que “a maioria dos catadores é explorada por sucateiros e atravessadores”. “Talvez essa seja a melhor legislação de resíduos sólidos do mundo, mas é preciso que funcione na prática. Os municípios precisam se adequar à lei”, ponderou.
Ao se pronunciar sobre o tema, o deputado Henrique Queiroz (PR) sugeriu a realização de uma reunião específica com os catadores para tratar do tema. Em defesa da categoria, o parlamentar pontuou a necessidade de concessão de benefício semelhante ao Programa Bolsa Família a esses trabalhadores e também o fim da cobrança de impostos a eles.
Pernambuco é o quarto Estado visitado pela Frente Parlamentar Ambientalista. Consultora ambiental, Rejane Pieratti destacou o trabalho do grupo, composto, além de parlamentares, por integrantes da sociedade civil como ela, que integra a ONG SOS Mata Atlântica. “Estamos realizando debates em vários Estados para avaliar os avanços da implantação da lei. Anotei tudo o que foi dito aqui para subsidiar nossos relatórios”, declarou.
Lixões x Aterros Sanitários - Pelo artigo 54 da legislação, a desativação dos lixões deveria ter ocorrido até 2 de agosto de 2014, mas já existem, no Congresso Nacional, dois projetos que visam à ampliação desse prazo: o PL 2.289/2015, apresentado pela Subcomissão Temporária de Resíduos Sólidos do Senado, e o PLC 14/2015, de autoria do deputado federal Odelmo Leão (PP-MG).
A primeira proposta foi aprovada pelo Senado em julho do ano passado e deve ser apreciada na Câmara nos próximos dias, já que consta pedido da sua entrada na pauta de votação. Se aprovada pelos deputados, garantirá novo prazo para os municípios, que será escalonado (2018, 2019, 2020 e 2021) conforme o número de habitantes. A data-limite será 31 de julho de 2021.
Logística Reversa - Definido pela legislação como “instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado por um conjunto de ações destinadas a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos” (art. 3º), o tema logística reversa foi abordado por vários participantes. A pesquisadora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) Lúcia Xavier destacou o pioneirismo de Pernambuco com duas legislações acerca do descarte de resíduos eletroeletrônicos: as leis nº 13.908/2009 e 15.084/2013. “Só falta o decreto regulamentar”, frisou Lúcia.
A especialista também divulgou o Manual para a Destinação, em que é possível consultar o destino correto para resíduos sólidos no Estado. A publicação foi produzida a partir de parceria entre a Fundaj e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade.
Responsabilidade Compartilhada - A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu a “responsabilidade compartilhada” pelo ciclo de vida dos produtos (art. 30). Nesse sentido, o coordenador do Centro de Apoio Operacional à Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), promotor André Felipe Menezes, chamou atenção para a importância de as pessoas mudarem o pensamento a respeito do destino dos resíduos sólidos. “Precisamos parar com velhos hábitos e partir para novos hábitos sustentáveis”, salientou.
O Decreto Presidencial nº 7.404/2010, que regulamenta a política, já prevê multa para quem não separar os resíduos sólidos para a coleta seletiva, quando ela for instituída no município (art. 84). Vice-presidente da Comissão, o deputado José Humberto Cavalcanti (PTB) destacou a necessidade de as gestões públicas investirem na educação ambiental nas escolas. “Somente com a conscientização dos jovens vamos conseguir ter cidades mais limpas e sadias”, argumentou.
Animal não é Brinquedo – Durante a audiência, o deputado Zé Maurício entregou à diretora-presidente da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), Simone Nascimento, brinquedos arrecadados na Alepe. O gesto é resultado da participação da Casa na Campanha Animal não é Brinquedo, realizada pela CPRH.
Com informações da ALEPE [...]

Comunidade Católica de Barreiros convida população para encontro nesta sexta-feira (21/10) onde discutirá a Segurança Pública do município
Devido aos últimos acontecimentos na cidade de Barreiros sobre a falta de segurança pública, a Paróquia de São Miguel realizará uma assembleia para debater e criar pautas de reivindicações aos órgãos competentes sobre o descaso com a segurança de nosso município.
A assembleia acontecerá AMANHÃ, sexta-feira (20/10), no Salão Paroquial, ao lado da igreja matriz, a partir das 19h30min e contará com a participação de pessoas capacitadas que passarão as informações necessárias de como podemos reivindicar para conseguir mais segurança para a nossa cidade. Desde já contamos com a participação de toda população, dos representantes de bairros e lideranças da cidade para essa reunião tão importante.
Com informações da Paróquia São Miguel [...]

Pel vai à Brasília e se reúne com deputados e senadores em busca de recursos para o seu futuro governo
Em busca de recursos para tocar obras importantes no município e atento ao prazo limite para a apresentação de emendas parlamentares ao Orçamento da União de 2017 por parte de Deputados Federais e Senadores, o vereador e recém-eleito prefeito de São José da Coroa Grande, Pel Lages, participou nesta quarta-feira (19), em Brasília, de uma sequência de reuniões com deputados e senadores da bancada Pernambucana.
Acompanhado de Daniel Lages, empresário no ramo de contabilidade, William, assessor da Câmara Municipal e de Pedro Costa, ex-assessor do ex-governador Joaquim Francisco e pessoa com excelente trânsito em Brasília, Pel participou de vários encontros, momentos em que pôde conversar com deputados e senadores e expor a necessidade do envio de emendas para o município de São José da Coroa Grande.
Entre os quadros políticos com quem Pel e sua equipe se encontraram, podemos registrar a deputada federal Luciana Santos (PC do B), os deputados federais Adalberto Cavalcanti (PTB), João Fernando Coutinho (PSB), Cadoca (PDT), André de Paula (PSD) e os senadores Armando Monteiro Neto (PTB), Humberto Costa (PT) e Fernando Bezerra Filho (PSB).
De posse de informações para atender obras prioritárias para o município, Pel apresentou demandas para as áreas de Saneamento Básico, Pavimentação, Saúde e Esporte, para este último, o prefeito eleito solicitou recursos para a construção de uma Quadra Poliesportiva.
Demostrando capacidade de trabalho antes mesmo de assumir a Prefeitura, Pel tem se mostrado um político ousado e disposto a enfrentar as dificuldades, tudo isso para realizar as transformações que o município tanto precisa para alcançar o desenvolvimento desejado pela população.
Escrito por Wellington Ribeiro [...]

Armando Monteiro culpa Paulo Câmara por Pernambuco ficar de fora de PPI
O senador Armando Monteiro (PTB-PE) atribuiu “a um déficit de articulação política” do governador Paulo Câmara (PSB) e à inexistência de um projeto estratégico de desenvolvimento a exclusão de Pernambuco do programa de concessões à iniciativa privada do governo Temer, o PPI, e a redução de 22% das dotações para investimentos no estado no projeto da lei orçamentária de 2017. Em discurso, hoje (quarta, 19), na tribuna do plenário, ressaltou que falta a Câmara “uma posição proativa pelos interesses de Pernambuco”.
“O governador não teve a capacidade mínima de articulação com os quatro ministros de Pernambuco, que tenho certeza de que, pelo espírito público, ajudariam nosso estado se tivessem sido instados tempestivamente”, assinalou numa referência aos ministros Bruno Araújo (Cidades), Mendonça Filho (Educação), Fernando Filho (Minas e Energia) e Raul Jungmann (Defesa).
O senador petebista condenou a tentativa de “terceirizar” aos quatro ministros, “que têm atuação destacada em favor de Pernambuco”, a responsabilidade pela ausência do PPI, “como foi insinuado”.
Exclusão estranha – “Como explicar a ausência de Pernambuco no programa de concessões do governo federal e uma queda tão significativa na dotação dos recursos orçamentários, para R$ 252 milhões, quando o governo do estado e sua base parlamentar federal apoiaram e atuaram ativamente no impeachment? Por qual razão os empreendimentos essenciais para Pernambuco não estão sendo priorizados no PPI?”, indagou.
Segundo Armando, “é estranha a exclusão de projetos estratégicos para Pernambuco no PPI quando estes projetos já integravam o programa de concessões do governo anterior”. Citou, entre eles, o Arco Metropolitano, a duplicação da BR-232 entre São Caetano e o distrito de Cruzeiro do Nordeste, em Sertânia, e novos arrendamentos para terminais no Porto de Suape.
No discurso em plenário, propôs “auxílio complementar da União” nas ações de socorro e recuperação dos municípios pernambucanos atingidos pela seca, dos quais 125, ou quase 70% deles, se encontram em situação de emergência.
Com informação da assessoria de comunicação [...]

Prefeitura de Tamandaré promove ações alusivas ao Outubro Rosa
Em alusão ao Outubro Rosa, mês onde são realizados eventos que visam compartilhar informações sobre o câncer de mama e proporcionar maior acesso à população feminina a serviços de diagnóstico e tratamento, a prefeitura de Tamandaré, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou nesta terça-feira (13/10), na Praça da Liberdade, um conjunto de ações voltados ao tema.
De acordo com Neijla Cardoso, secretária municipal de Saúde, as atividades realizadas têm por objetivo proporcionar ao público feminino o acesso a informações importantes sobre os cuidados com a saúde, focando principalmente na busca pela prevenção e diagnóstico precoce do câncer. “Com ações, serviços e exames preventivos, o propósito desse evento é o de despertar a população feminina quanto à necessidade de prevenção aos cânceres de mama e de colo de útero, como também o de alertar este público sobre a importância da visita regular aos serviços de saúde oferecidos pelo município”, disse a secretária.
Contando com duas unidades móveis de Saúde que estão ofertando exames de mamografia, prevenção do Câncer de colo de útero (exame preventivo) e exames laboratoriais, a prefeitura ofereceu também palestras educativas abordando vários temas, entre eles o de Planejamento Familiar, HPV, menopausa e também sobre a prevenção do Câncer de Colo de Útero e de Mama.
Essa campanha existe para que as mulheres enfrentem as dificuldades, o medo e a falta de tempo e façam os exames. Porque um diagnóstico precoce pode salvar muitas vidas - destacou Neijla - Secretária Municipal de Saúde
A secretária fez questão de lembrar que aquelas que não tiveram a oportunidade de participar da ação realizada nesta terça-feira, que procurem os postos de saúde da família mais próximos de sua residência ou até mesmo o hospital municipal para ter acesso a realização de exames e informações não só sobre este tema, mas sobre muitos outros.
Escrito por Wellington Ribeiro [...]
