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Ponto de vista de Brasília (11/06) – A força de Arthur Lira – Blog Ponto de Vista

Ponto de vista de Brasília (11/06) – A força de Arthur Lira

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Deputado federal Arthur Lira (PP) - Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados - Fonte: Agência Câmara de Notícias

Deputado federal Arthur Lira (PP) – Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados/ Agência Câmara de Notícias

Por Dennys Sousa, Cientista Político

Que o centrão dita as regras na política brasileira, não é nenhuma novidade, mas a força do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) é incontestável. Após ser reeleito presidente da Câmara Federal numa eleição histórica, ele obteve a maior votação absoluta de um candidato àquele posto, considerados os registros dos últimos 50 anos. Lira foi apoiado por um único bloco parlamentar reunindo 20 partidos, incluindo duas Federações, o que lhe deu 464 votos. Vale lembrar que na eleição anterior ele havia obtido 302 votos para presidente  no biênio 2021-2022.

No início do mês, a Polícia Federal, que investiga suspeita de fraude em licitação e lavagem de dinheiro em Alagoas por meio da compra de equipamentos de robótica com verba federal, cumpriu mandados em endereços de pessoas ligadas ao presidente da Câmara dos Deputados, um deles seria Luciano Ferreira Cavalcante, funcionário da Câmara dos Deputados e que foi nomeado para a liderança do PP na Casa à época em que o cargo era exercido por Arthur Lira (PP-AL), hoje presidente. Cavalcante também já foi servidor comissionado do então senador Benedito de Lira (PP-AL), pai de Arthur Lira.

Atualmente, a filha de Cavalcante e o filho de Lira são sócios em uma empresa de comunicação publicitária com sede em Brasília. Outro alvo da operação seria a empresa Megalic, que tem como sócio Edmundo Leite Catunda Junior, pai do vereador por Maceió João Catunda (PP), aliado político de Arthur Lira (PP). Lira se posicionou e falou: “Eu não vou comer essa corda, vou me ater a receber informações mais precisas e cada um é responsável pelo seu cpf nesta terra e neste país”

Essa semana, Arthur Lira teve uma denúncia por corrupção passiva arquivada pelo STF. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal tinha transformado o presidente da Câmara em réu em 2019 em um caso que envolvia o então presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos. Porém, no início de 2023, a defesa do deputado apresentou fatos novos e a Procuradoria-Geral da República passou a defender o arquivamento da denúncia por entender que o caso foi baseado somente em delação premiada.

Como já foi destacado, a força de Lira na Câmara se mostrou na sua reeleição para presidir a mesa e tem se mostrado cada vez mais que o planalto precisa da câmara federal onde Arthur Lira tem apoio maciço dos parlamentares. O presidente Lula (PT), que tem sofrido grandes embates políticos na Câmara, essa semana se encontrou com Lira. Os dois conversaram por cerca de uma hora em um encontro que não estava previsto nas agendas deles – e que só foi incluído depois que Lira saiu do Alvorada. Na semana passada, a Câmara foi uma arena de batalhas políticas difíceis para o presidente Lula. Lira afirmou que a conversa foi amistosa e institucional; ele disse ao presidente que a formação da base política depende da articulação dos ministros do governo; e que lembrou que o Governo tem matérias importantes para serem votadas até o fim do semestre.

Após reunião com Lira, Lula marca encontro com líderes da Câmara, o objetivo do presidente é se envolver mais na interlocução junto aos deputados; após semanas de tensão na relação entre o Palácio do Planalto e o Legislativo; governo tem mais MPs para aprovar no Congresso.

O que sabemos é que o presidente do Brasil não terá vida fácil no Congresso e com a falta de articulação política do seu Governo, cabe a ele essa função que não dependerá só da sua habilidade política, já que do outro lado tem um líder que sabe conduzir a Casa que ele comanda. Lógico que Lula sabe da força política de Lira e que cedo ou tarde terá que ceder. Há quem diga que além de controlar as emendas, o presidente da Câmara está pleiteando o Ministério da Saúde.

E agora? – Será que o presidente Arthur Lira, conseguira emplacar um ministro?

Por Dennys Sousa, Cientista Político

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